Sobre o projeto
Cerca de 35% das espécies de raias e tubarões (elasmobrânquios) que vivem para além dos 200 m de profundidade, estão ameaçadas de extinção. Estes animais são vulneráveis a diversas atividades humanas como a pesca (direta ou como pesca acessória), uma vez que crescem lentamente e produzem um baixo número de crias em cada ciclo reprodutivo. Também, o conhecimento do estado das suas populações é difícil de avaliar dado que vivem em habitats de difícil acesso. Muitos trabalhos de investigação têm acontecido nas últimas décadas para perceber melhor os aspetos da biologia, ecologia e conservação dos elasmobrânquios, mas de uma maneira geral, seu conhecimento ainda é limitado e isto impede que ações de conservação sejam propostas e executadas de forma eficaz.
Assim, o projeto DELASMOP pretendeu promover a conservação dos elasmobrânquios de profundidade, através do desenvolvimento de procedimentos que reduzam a sua captura e mortalidade decorrentes das atividades de pesca de arrasto de crustáceos no Atlântico Nordeste, mais precisamente nas costas sul e sudoeste de Portugal.
Para tal foi feita uma caracterização da pesca acessória de elasmobrânquios de profundidade por arrastões de crustáceos no sul de Portugal, bem como a avaliação do impacto desta pesca na condição e taxas de sobrevivência dos elasmobrânquios, e da sobreposição de zonas de pesca com zonas de alimentação destas espécies.
O projeto DELASMOP resultou da parceria entre o Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) da Universidade do Algarve, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto, e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Foi financiado pela Save our Seas Foundation e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e contou também com apoio técnico por parte da empresa OLSPS marine.
