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O projecto Biomares, do CCMAR, foi notícia de um jornal regional. O objectivo de recuperação da biodiversidade do Parque marinho da Arrábida começa a dar os primeiros resultados, como explicou a coordenadora do projecto ao jornal Barlavento.

"Projecto de recuperação de
biodiversidade, que está a ser desenvolvido por um laboratório
algarvio, ligado à Universidade do Algarve, está a ter «bons
resultados», diz a sua coordenadora Alexandra Cunha.

Quem
acha que as ervas não podem migrar não conhece o projecto Biomares.
Este importante projecto Life-Natureza, de recuperação e conservação da
biodiversidade, que está a ser desenvolvido pelo Centro de Ciências do
Mar do Algarve (CCMar), laboratório associado à Universidade do
Algarve, já está a começar a dar nova vida aos fundos do Parque Marinho
Luiz Saldanha, incluído no Parque Natural da Arrábida, mas ainda há
muito trabalho a fazer.

Este projecto está a ser coordenado pela investigadora Alexandra Cunha,
uma das convidadas a participar no seminário sobre uso sustentável da
água que foi promovido no âmbito da Feira de Parques Naturais e
Ambiente de Olhão.

Uma ocasião para fazer um ponto da situação sobre um projecto que passa
por recolher flora marinha na Ria Formosa e noutros locais e
replantá-la na Arrábida, em Setúbal.

«Estamos no terceiro ano de projecto e está tudo a correr bem, diria
mesmo muito bem. Já há resultados da implantação do regulamento de
protecção do Parque Marinho», revelou ao «barlavento» Alexandra Cunha.

Estas medidas, como limitações à pesca em determinadas áreas e criação
de ancoradouros amigos dos fundos, foram alguns dos pontos focados pela
investigadora na sua apresentação, em Olhão.

Mas o ponto central deste projecto é o repovoamento de ervas marinhas.
«Não se pode dizer que já tenhamos uma pradaria marinha na Arrábida. O
que há são pequenas manchas espalhadas ao longo do parque marinho»,
explicou.

«As manchas estão a aguentar-se muito bem. Já temos cerca de 40 zonas
de plantação, cada qual com 30 a 60 blocos de plantas», estruturas
metálicas com cerca de um metro quadrado que servem para manter as
plantas agarradas ao substrato, contou.

«Em alguns casos, aguentam-se muito bem, noutros nem por isso e em
alguns sítios morrem. Este tipo de projecto de replantação tem, em
média, uma taxa de sucesso de 30 por cento e nós estamos um bocado
acima disso», acrescentou.

Entretanto, e já depois de ter começado o projecto, foram descobertas
novas manchas de sebas, as ervas marinhas que estão a ser plantadas,
uma das quais bem perto do parque marinho.

«Descobrimos uma pradaria junto a Tróia e também temos ido lá buscar
alguns espécimes», disse Alexandra Cunha. Ainda assim, as ervas
marinhas do sistema lagunar algarvio continuam a rumar mais a Norte".

Notícia publicada in Barlavento, 19/07/2009.

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=34664

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