Passar para o conteúdo principal

FECHAR

vanessa
Publicado a
Keywords
OMA
industry collaboration
Investigadores, decisores políticos, empresas e instituições financeiras reuniram-se em Faro para discutir o papel do oceano como capital natural e motor de desenvolvimento sustentável, no 1.º Fórum Mar Portugal, organizado pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) através do Observatório Marinho do Algarve (OMA.CCMAR).

Investigadores, decisores políticos, empresas e instituições financeiras reuniram-se em Faro para discutir o papel do oceano como capital natural e motor de desenvolvimento sustentável, no 1.º Fórum Mar Portugal, organizado pelo Centro de Ciências do Mar (CCMAR) através do Observatório Marinho do Algarve (OMA.CCMAR).

O encontro contou com mais de 300 participantes e procurou aproximar ciência, economia e decisão pública. Como destacou Daniela Fazenda (Coordenadora do OMA.CCMAR), o desafio não está apenas em reconhecer a importância da sustentabilidade, mas em “atribuir valor de forma clara, mensurável e partilhada”. A responsável sublinhou que o Observatório representa precisamente essa transição da ciência para a ação, com projetos já em desenvolvimento com municípios e empresas, onde o conhecimento científico começa a integrar diretamente cadeias de valor e decisões estratégicas.

Na sessão de abertura, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinhou a necessidade de gerir o oceano de forma sustentável, conciliando a proteção ambiental com atividades económicas inovadoras. "O oceano é um ativo estratégico para toda a humanidade".

Ao longo do dia, o Fórum reuniu especialistas nacionais e internacionais em três painéis dedicados a temas centrais para o futuro da economia azul: (i) o oceano como capital natural, (ii) as finanças da conservação marinha e (iii) a governação da sustentabilidade baseada em conhecimento científico. Dos quais emergiram conclusões claras: na vertente científica, a necessidade de tratar o oceano como um ativo estratégico regional; nas finanças, a importância de medir e valorizar o capital natural, transformando projetos em oportunidades bancáveis; e, na governação, o imperativo de estruturar modelos colaborativos a nível regional e acelerar processos que permitam gerar contas, métricas e impactos.

Entre os keynote speakers convidados estiveram o investigador da área das ciências marinhas, Carlos M. Duarte, a presidente da Euronext Lisbon, Isabel Ucha, e a jurista Assunção Cristas, que falaram sobre os desafios científicos, financeiros e jurídicos associados à sustentabilidade do oceano. Durante o evento, foi também entregue à ministra a carta de intenções “Algarve Capital Natural”, através da qual os municípios algarvios assumem o compromisso de afirmar a região como referência na valorização sustentável dos seus ecossistemas, com especial atenção ao oceano e às zonas costeiras.

Outro momento simbólico foi a assinatura de um memorando de entendimento entre o CCMAR e a organização colombiana INUBAC, reforçando a cooperação internacional em torno da sustentabilidade marinha.

O Fórum incluiu ainda uma homenagem à artista Vanessa Barragão, Embaixadora do Observatório Marinho do Algarve, reconhecendo o seu contributo na ligação entre arte, oceano e sensibilização ambiental.

Ao longo das diferentes sessões, ficou clara uma mensagem transversal: garantir um oceano saudável exige uma abordagem integrada que combine ciência sólida, instrumentos financeiros adequados, inovação empresarial e políticas públicas eficazes.

Tendo recebido a chancela da Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável, o I Fórum Mar Portugal procurou afirmar-se como um espaço de diálogo e cooperação para promover soluções concretas que valorizem o oceano enquanto património natural, económico e social. 

Veja aqui o evento completo: