Passar para o conteúdo principal

FECHAR

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) avaliou recentemente o perfil nutricional de cinco espécies de pepinos do mar, concluindo que estes são potenciais fontes de alimentos saudáveis e poderão ser aproveitados futuramente para fins terapêuticos.

Uma equipa de investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) avaliou recentemente o perfil nutricional de cinco espécies de pepinos do mar, concluindo que estes são potenciais fontes de alimentos saudáveis e poderão ser aproveitados futuramente para fins terapêuticos.

Os pepinos do mar usados para alimentação na região Indo-Pacífico e desde há muitos anos utilizados também na medicina popular na Ásia e Médio Oriente, são cada vez mais procurados como alimento e fonte de compostos bioativos, não só na Ásia, mas também na América, Austrália e Europa.

Neste contexto, um grupo de investigadores do CCMAR, realizou um estudo para avaliar o perfil nutricional de Holothuria arguinensis, H. mammata, H. polii, H. tubulosa e Eostichopus regalis, bem como o potencial antioxidante da espécie H. arguinensis.
A composição destas espécies confirma o alto valor nutricional que os pepinos do mar possuem, devido à alta proteína que apresentam em relação aos baixos níveis de lipídos e, por outro lado, o perfil de ácidos gordos que possui onde se destaca o ómega-3 PUFAs.

A sobre-exploração dos recursos do mar dos pepinos, na região dos trópicos, levou recentemente à exploração de espécies do Mediterrâneo e no Atlântico Europeu, mas há ainda poucos estudos relativos à sua adequação para o consumo humano e aos seus componentes bioativos.

Os bioativos detetados também realçam o potencial dos pepinos do mar para conter compostos valiosos para o desenvolvimento de drogas que poderão servir como fonte de alimentos funcionais, nutricionais e farmacêuticos .

As claras diferenças entre espécies de pepinos e as ligações possíveis entre as propriedades de composição e condições ambientais salientam a importância de conservar não apenas as diferentes espécies, mas também os habitats, a fim de proteger e preservar estas espécies, potenciais fontes de alimentação e saúde.

Foto: Holothuria arguinensis

 

Notícias relacionadas:

Pepinos do mar podem vir parar ao nosso prato!