No âmbito do projeto AQUAEXCEL3.0, a nossa investigadora Carina Mónico visitou o Instituto de Aquacultura da Universidade de Stirling, na Escócia. Esta visita teve como principal objetivo a aquisição de conhecimentos valiosos sobre técnicas de cultura celular em peixes e a aprendizagem das melhores práticas para gerir uma instalação de cultura celular num ambiente de biossegurança. O conhecimento adquirido será fundamental para o avanço da nova Unidade de Cultura Celular do CCMAR, permitindo um reforço nas capacidades de investigação e promovendo inovações sustentáveis na aquacultura e nas ciências ambientais.
Porque é que visitou a Escócia?
Visitei o Instituto de Aquacultura da Universidade de Stirling para aprender técnicas de cultura de células de peixe e para obter informações sobre a gestão e organização de uma instalação de cultura de células num ambiente de confinamento de biossegurança.
Qual foi o ponto alto da sua visita?
Sem dúvida, aprender com a incrível Fiona Muir, que tem mais de 30 anos de experiência na gestão de uma instalação de cultura de células! Os seus conhecimentos mostraram-me como os técnicos superiores são importantes para a ciência e a educação. Além disso, a beleza deslumbrante da Escócia, a diversidade das suas paisagens e a riqueza da sua história tornaram a viagem ainda mais especial!
De que forma é que esta visita abre novas oportunidades para si ou para outros investigadores do CCMAR?
Esta visita já teve um impacto! Estou a aplicar o que aprendi na minha função de Gestor das Instalações de Microscopia do CCMAR para melhor aconselhar e ajudar os investigadores em experiências de imagiologia celular. Estamos também na fase final da criação de uma nova instalação de cultura de células no CCMAR e os conhecimentos adquiridos em Stirling ajudar-nos-ão a aplicar as melhores práticas, a melhorar os protocolos de segurança e a organizar as infra-estruturas para que a instalação funcione sem problemas.
Que tipo de impacto pode ter na sociedade a transferência de conhecimentos resultante da vossa viagem?
As instalações de cultura de células têm um grande impacto na sustentabilidade ambiental, nos cuidados de saúde e na inovação científica. Por exemplo, na aquacultura, estas técnicas melhoram a saúde dos peixes e ajudam a reduzir a sobrepesca, promovendo a produção sustentável de alimentos. As células cultivadas são também utilizadas em laboratórios de investigação para desenvolver fontes alternativas de proteínas, reduzindo a dependência da criação animal tradicional. No domínio dos cuidados de saúde, as culturas de células são cruciais para testar novos medicamentos, estudar doenças como o cancro e avaliar a toxicidade de produtos químicos e cosméticos, reduzindo a necessidade de testes em animais vivos. Isto abre caminho a terapias mais direcionadas, produtos mais seguros e melhores resultados em termos de saúde pública.




