Investigadores do CIMAR-LA foram recebidos esta segunda-feira pela Sra. ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, com o objetivo de apresentar a carta aberta – “Por um plano nacional de restauro que não deixe o mar para trás”, lançada e subscrita por centenas de subscritores desde novembro de 2024.
Durante a audiência, os investigadores transmitiram à Sra. ministra a importância de o mar assumir um papel central no plano nacional de restauro adequado à dimensão do espaço marítimo nacional, à importância estratégica do mar para o país e à necessidade urgente de proteger a biodiversidade marinha.
Com este objetivo, os investigadores debateram com a Sra. ministra formas de fazer este caminho, colmatando lacunas de conhecimento sobre o meio marinho para que seja possível delinear medidas eficazes no plano de restauro centrado no mar Português. Segundo os investigadores, o plano representa uma oportunidade para o país ampliar o reduzido conhecimento de base disponível sobre a biodiversidade marinha para assim protegê-la e conservá-la.
Habitats marinhos em condição desfavorável
É do conhecimento geral que em Portugal existem muitos habitats marinhos degradados que incluem habitats prioritários para o Regulamento sobre o Restauro da Natureza como as pradarias de ervas marinhas, as florestas de macroalgas e os jardins de esponjas e corais. Segundo o Sistema de Informação sobre Biodiversidade para a Europa, a degradação dos habitats deve-se aos efeitos cumulativos das pressões humanas como a pesca insustentável, as alterações climáticas, a poluição, a urbanização das zonas costeiras e a disseminação de espécies invasoras, e põe em risco “benefícios vitais prestados pela biodiversidade marinha à sociedade, como a regulação climática, a proteção natural das zonas costeiras, a segurança alimentar, os meios de subsistência, as economias locais e a cultura das comunidades litorais”, enumera a carta.
Um país oceânico
“Portugal é um país oceânico, com uma extensa área marítima de valor natural incalculável” diz a carta aberta. “Mais de 97% do território nacional é mar. Esta área marítima – uma das maiores do mundo sob jurisdição nacional – alberga uma grande diversidade de vida marinha cuja conservação é uma “prioridade de primeira linha” para o Estado português”, consideram os investigadores.
A carta aberta, lançada a 16 de novembro de 2024, dia do Mar, reuniu, até à data, mais de 600 subscritores, nos quais se incluem os diretores das principais instituições de I&D na área das Ciências do Mar, investigadores, docentes, representantes de organizações não governamentais de Ambiente de âmbito nacional e pessoas de diversas áreas da sociedade civil.
Fotos do Ministério do Ambiente e Energia
