
Entre 10 e 11 de dezembro, um grupo de mais de uma centena de investigadores de toda a Europa, vai reunir-se em Bruxelas para a Assembleia Geral do Consórcio EuroMarine+.
Estes investigadores pretendem discutir aspectos relacionados com a implementação do Consórcio, bem como definir linhas de coordenação estratégica para o futuro da investigação marinha na Europa.
Adelino Canário, presidente da Direção do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), vai estar presente neste encontro que reunirá altos quadros da Comissão Europeia, como Anne Glover, a primeira conselheira científica da EU e Dingwell Donald, o secretário-geral do Conselho Europeu de Investigação (ERC).
"Esperamos pelo menos 100 cientistas marinhos na reunião e eles vão discutir os últimos e mais relevantes desenvolvimentos da investigação marinha e também estar envolvidos na discussão acerca da estratégia a seguir no futuro para o projecto EUROMARINE, que é importante para moldar o futuro sucesso da Europa", diz Mike Thorndyke, do Departamento de Biologia e Ciências do Ambiente da Universidade de Gotemburgo, o responsável há quase dois anos pela coordenação do projeto EuroMarine+.
O Projeto EuroMarine+
Nos últimos dois anos, os principais investigadores da área das ciências marinhas uniram-se para integrar três diferentes redes marinhas de excelência (MarBEF, a MGE, e Eur-Oceans) num único consórcio interdisciplinar - o EuroMarine+ - baseado na permissa: "From Genes to Ecosystems in a changing Ocean".
"No campo da investigação marinha torna-se cada vez mais importante ter uma abordagem holística e examinar o mesmo problema de diferentes perspetivas. Portanto, a troca de conhecimentos entre cientistas de diferentes disciplinas deve tornar-se mais eficiente. Por exemplo, é importante que as informações sobre os genes de um peixe cheguem aos cientistas que estudam o ambiente onde esses peixes vivem e vice-versa", explica Mike Thorndyke.
Desenvolvimento de estratégias para a investigação marinha
Uma vez que o EuroMarine + foi projetado para iniciar funções no início de 2013, a rede vai trabalhar para desenvolver estratégias e serviços para definir as prioridades para a investigação, facilitar a informação e a troca de conhecimentos entre investigadores, empresários e policy makers, bem como o desenvolvimento de novas abordagens para as gerações futuras de cientistas marinhos, com uma formação multi-disciplinar.
"Os mares e oceanos que cercam o litoral europeu representam um potencial excelente como recurso para os povos europeus, a partir da descoberta de novos medicamentos e produtos inovadores para as pescas, aquacultura, juntamente com lazer e bem-estar. As nossas costas são também mais vulneráveis em termos de sobrexploração, alterações climáticas e outras pressões, devido a uma população em expansão. Ao mesmo tempo, é também evidente que sabemos muito pouco sobre esses ecossistemas marinhos vitais, tendo mais conhecimento sobre o que se passa na Lua do que sobre nossas zonas marinhas", conclui Mike Thorndyke.