Uma equipa de investigadores, coordenada por Ester Serrão, investigadora
do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), publicou na passada semana um estudo que
revela que a Posidonia oceanica existe há mais de 100 mil anos.
De acordo com este estudo, esta erva marinha pertence ao
grupo das plantas espermatófitas que dão flor e fruto, possui folhas que podem
crescer até um metro e meio e embora tenha flores a forma de reprodução é
através de clones.
O estudo, publicado na revista americana Public Library of
Science One, refere que as amostras recolhidas pelos investigadores provêm de
área de 3500 quilómetros e de 40 pradarias marinhas do Mar Mediterrâneo, entre
Espanha (Girona) e o Chipre, onde a espécie se prolifera. Especificando que nas
proximidades da ilha espanhola de Formentera foi encontrada uma colónia de 15
quilómetros de largura desta espécie.
O crescimento desta planta é lento, podendo levar até cerca
de 600 anos para cobrir uma área de 80 quilómetros.
A Posidonia oceanica é agora considerada o ser vivo mais
velho da Terra e a sua longevidade é explicada pela durabilidade e vigor do
genoma da planta, que podem ter sido influenciados pela ausência de plantas
endémicas que se apresentem como espécie competitiva na mesma zona, e pela
ausência de grandes predadores no seu ecossistema.
A descoberta permitirá aos cientistas conhecer melhor a
planta e ao mesmo tempo tentar protegê-la do declínio de 10 por cento
verificado na sua área de distribuição nos últimos 100 anos.
A equipa de investigação integra profissionais de centros de
investigação franceses, espanhóis e australianos, e é liderada pela
investigadora do CCMAR.
Note-se que, até à data, o organismo vivo que se considerava
ser o mais antigo era uma alga da Tasmânia, cuja idade estimada é de 40 mil
anos.
Veja os registos desta notícia nos jornais (CCMAR nos media)
(Fonte: Baseado no Press release CSIC)
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