Skip to main content
O choco (Sepia officinalis) tem vindo a ser cultivado em laboratório durante muitos anos visto ser uma espécie que possui várias características que a tornam altamente adequada para um cultivo em larga escala.


O choco (Sepia officinalis) tem vindo a ser cultivado em laboratório durante muitos anos visto ser uma espécie que possui várias características que a tornam altamente adequada para um cultivo em larga escala.



De modo a obter elevadas taxas de sobrevivência e crescimento óptimo nas fases iniciais do ciclo de vida, é necessário o fornecimento adequado das dietas a utilizar. Nos últimos anos, várias experiências foram realizadas no sentido de determinar a melhor dieta disponível, de modo a promover o crescimento óptimo e a reduzir a mortalidade. Várias dietas vivas foram testadas em para-larvas de choco, sendo que as espécies Paramysis nouvelli e Palaemonetes varians foram as que promoveram melhores resultados.

Neste estudo, levado a cabo por investigadores do CCMAR, analisou-se o efeito da disponibilidade de presas vivas no crescimento e sobrevivência do choco. O estudo foi realizado com para-larvas de choco, parte alimentadas com misidáceos (Paramysis nouvelli), outras com camarinha (Paleomonetes varians).

A investigação realizada possibilitou determinar um valor óptimo de densidade de presas de modo a proporcionar um crescimento adequado do choco. Os resultados obtidos indicam que a disponibilidade de presas influencia o crescimento, independentemente do tipo de presa utilizado. Assim, concluiram os investigadores, a existências de quaisquer tipos de presas influencia a sobrevivência e crescimento do choco.

Referência: Miguel Correia, Jorge Palma & José Pedro Andrade, 2008. Effects of live prey availability on growth and survival in the early stages of cuttlefish, Sepia officinalis (Linnaeus, 1758) life cycle. Aquaculture Research 39 (1): 33–40